Com os eventos, o país terá a oportunidade de adiantar obras que demorariam décadas. Além da criação de empregos nas áreas de hotelaria, turismo, serviços, transporte, construção civil e informática, também terá impacto indireto da presença do Rio e do Brasil na mídia internacional, que poderá ajudar a alavancar negócios.
Os principais setores da economia já começaram a calcular os benefícios. Segundo as primeiras estimativas, a Copa vai necessitar de 12 bilhões de reais. A previsão para as Olimpíadas é ainda mais impressionante: 28,8 bilhões de reais.
Diante de um cenário, aparentemente, tão promissor, surgem dúvidas. “É muito emprego e publicidade mas a que preço ?” No Brasil, a única experiência comparável foi a do PAN (Jogos Panamericanos) no Rio de Janeiro, em 2007. E não há muito que comemorar. O governo federal bancou 50% dos gastos, o Estado do Rio 15% e a Prefeitura do Rio um terço.
Além do dinheiro desperdiçado, tem o risco das cidades herdarem “elefantes brancos” – construções que só servem para a curta época dos jogos. O risco também existe no setor hoteleiro, especialmente em cidades pouco acostumadas a receber turistas.
É o caso de Manaus e Cuiabá, que apresentam um déficit de respectivamente 4 e 4,8 mil leitos. Se esta capacidade necessária fosse adicionada para a Copa, a taxa de ocupação do setor hoteleiro depois do evento poderia cair para 30%, no caso de Manaus, e 15%, no caso de Cuiabá, quebrando a indústria turística local.
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Fonte: http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=5021
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