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segunda-feira, 18 de julho de 2011




Embora o peixe seja descrito como uma carne de consumo no Brasil, não há regulamentação para os métodos de abate destes animais como existe para as carnes bovina e de aves. Pensando nisso, a médica veterinária Sheyla Cristina Vargas, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga, analisou em seu mestrado os métodos de abate de peixes e sua influência na qualidade da carne.

A pesquisadora queria desenvolver e descrever uma metodologia de abate para peixes em geral e analisar qual método traria menos sofrimento ao animal, o que poderia influenciar na carne que chega ao consumidor. O estudo Avaliação de métodos de abate sobre a qualidade da carne de matrinxã (Brycon cephalus) armazenados em gelo, orientado pela professora Elisabete Maria Macedo Viegas, analisou três métodos: morte por choque térmico (com água e gelo), asfixia por saturação de gás carbônico, e choque elétrico.

 Não foi observada diferença significativa na qualidade da carne entre os métodos, mas constatou-se que o choque elétrico é mais rápido e causa menor sofrimento ao animal (morte em dois segundos, enquanto o choque térmico matou em 6,21 minutos e a asfixia em 14 minutos).



Apesar de a qualidade da carne não ter sido afetada no abate por choque elétrico, este método causou hemorragia muscular na carne dos matrinxãs, que ficou mais escura, mas ainda saudável. O choque aplicado foi de 150 volts e 7,5 amperes. Segundo a pesquisadora, “é necessário fazer novos experimentos testando outras voltagens para descobrir uma em que isso não aconteça”.

Os peixes foram mortos por 3 métodos diferentes, que causaram efeitos distintos, Sheyla conta que o método do choque térmico é utilizado industrialmente e que o choque elétrico e a asfixia são experimentais, embora este último seja utilizado na Europa.

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Fonte: http://www.usp.br/agen/?p=58582
http://www.unipar.br/noticias/2011/04/19/umuarama-1-feira-do-peixe-de-medicina-veterinaria-continua/

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